Você conhece a origem do dia do Orgulho Gay e de todas as letras do arco-íris LGBTQ+,?

 

A Rebelião de StoneWall aconteceu em 28 de junho de 1969 em um bar chamado Stonewall Inn em Nova Iorque no bairro de Greenwich Village. O Bar era frequentado pelo público gay que se rebelou contra a polícia. As batidas preconceituosos contra bares frequentados por homosexuais eram frequentes, as pessoas não eram tratadas com o mínimo respeito e eram levadas presas sem motivo algum. A data dos protestos marca o Dia Mundial do Orgulho Gay. Muito se conquistou nos últimos 50 anos, mas ainda existe um longo caminho a percorrer. A informação é uma das armas mais eficazes contra o preconceito. Para começo de conversa vamos falar sobre a diferença entre gênero e orientação sexual.

 

Gênero

Gênero é uma gama de características entre o masculino e o feminino. A primeira característica é o sexo biológico, depois o nome, passando pela forma como os pais e a sociedade tratam o indivíduo e de como a pessoa se sente. Toda essa construção define como uma pessoa vai se expressar no mundo e com qual gênero ela vai se identificar. O conceito de gênero foi introduzido pelo sexólogo John Money em 1955 diferenciando pela primeira vez o sexo biológico da construção social do gênero. 

O cartunista Laerte é um símbolo desta questão e fala muito bem sobre o assunto. Neste vídeo do Café Filosófico ele explica de um jeito leve, claro e divertido suas transformações no campo do gênero, dos papéis impostos pela sociedade e da busca pela liberdade de expressão e de afetividade. 

 

Orientação Sexual

Antes chamada de opção sexual a orientação sexual diz respeito ao desejo sexual e afetivo de uma pessoa. A palavra opção foi deixada de lado porque muitas vezes o desejo não é uma questão de escolha. Hoje é aceito pela maioria que a orientação sexual é uma soma de biologia com cultura ou de instinto com história de vida. Na cultura da Grécia antiga, por exemplo, era normal homens se relacionarem sexualmente e afetivamente com outros. A mulher não era considerada cidadã e isso fazia com que as relações entre homens fosse normal, aceita e desejada. A religião foi uma das responsáveis pela disseminação dos tabus criados contra os homosexuais. Depois de longos e tenebrosos anos a nossa era marcou um novo momento na luta pela igualdade de direitos e pela expressão de que toda a forma de amor vale a pena e deve ser respeitada.  

 

Conquistas Garantidas Por Lei

A Dinamarca foi o primeiro país a reconhecer a união homoafetiva em 1989. No Brasil a lei tem apenas 6 anos. Foi em 2013 que o nosso país legalizou o casamento civil para casais homoafetivos. Antes disso você poderia passar a vida inteira com uma pessoa que seus direitos não eram os mesmos que um casal hetero. Ainda existe muito a se conquistar. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, dos 50 Estados apenas 12 reconhecem a união homoafetiva. Dos 193 países do mundo, em 70 ainda é crime ser homosexual. Por isso é importante que os protestos sejam frequentes e que a luta continue até que em todos os lugares sejam garantidos os direitos para todos independente da sua orientação sexual.

 

Novas Famílias

Tirar os Gays dos guetos é o movimento mais importante atualmente. Se sentir bem no meio dos seus é uma coisa, se sentir livre para expressar seu amor em qualquer lugar é outra bem diferente. Permitir que homosexuais adotem crianças faz toda a diferença para isso. Em 2009 a certidão do Brasil foi modificada e ao invés de pai e mãe a pessoa tem uma filiação, permitindo que uma criança possa ter, um, dois ou mais pais ou mães. Quanto mais pessoas públicas construírem famílias sendo homoafetivos mais a nossa sociedade vai perceber que o amor é o principal ingrediente para se educar crianças. O estilista Alexandre Herchcovitch e seu marido o empresário Fábio Souza são exemplos de homens que adoram crianças e que educam seus filhos neste novo modelo de família.

Dá uma espiada neste vídeo e se emocione com esta história de amor. 

 

Transgênero

Um conceito que ganhou visibilidade no nosso milênio é de que é normal uma pessoa se identificar com um gênero oposto ao seu sexo biológico. Se identificar não para criar padrões e sim abrir possibilidades. As pessoas trans não necessariamente precisam passar por modificações corporais através de hormônios ou operações para serem consideradas Transgênero. A lei do Brasil permite que a pessoa troque de nome para que se sinta melhor com o seu gênero cultural. 

 

Bisexualidade

A Bisexualidade é vista por alguns como uma identidade mal resolvida. Ou seja, se você gosta de tudo não sabe o que quer ou não quer se assumir. Isso é um grande absurdo. A aceitação desta orientação sexual é muito importante para que se abrace todas as expressões de afetividade. 

 

Teoria Queer

O Q da sigla LGBTQ+ apareceu nos anos 90 junto com a Teoria Queer que teve a filósofa Judith Butler como sua principal porta voz. Judith levantou questões importantes sobre a diversidade do espectro na construção do gênero. Depois do fortalecimento e da diversificação do papel da mulher através dos movimentos feministas a evolução da discussão chegou a não-binaridade e em todas as possibilidades que se abrem com a quebra dos padrões impostos para qualquer um dos gêneros. 

Confira o vídeo para entender um pouco mais sobre essa teoria que revolucionou as questões de gênero. 

 

Agênero

O conceito mais novo neste campo são as pessoas agênero. As pessoas que se encontram nesta definição não se identificam com nenhum dos gêneros extremos, homem ou mulher. Você já deve ter visto o uso do X no lugar do artigo e também para substituir a vogal ao final de uma palavra, por exemplo, ao invés de menino ou menina, meninx. Neste caso é importante saber como a pessoa quer ser tratada ou chamada. Ficou na dúvida, pergunte com jeitinho. 

 

Além de todos os conceitos nós queremos é amor e liberdade. 

Monas e Manas, As Veada e as Travesti, As Gay e as Bi, Moçoilos, Mocinhas, Mamas and Papas vamos nos unir por um mundo de possibilidades múltiplas. 

Quem se encaixa é lego.

Nós queremos fluir, se misturar, se amar e se apoiar.

 

Juntxxxs somos +. 

 

B.I., 41 anos, veada e amada